Elogiado pela crítica, filme mostra as aventuras e desventuras de ser jovem
Por Luana Botelho

Ficha técnica: As vantagens de ser invisível (The perks of being a wallflower). USA, 102 min. 2012. Roteiro e Direção: Stephen Chbosky. Elenco: Logan Lerman, Ezra Miller, Emma Watson, Joan Cusack.
Baseado no romance homônimo e dirigido pelo próprio escritor – Stephen Chbosky –, As vantagens de ser invisível (The perks of being a wallflower, 2012) é, possivelmente, uma das melhores produções cinematográficas do ano.
A despeito do que se pode presumir ao ler a sinopse, o enredo – embora aborde um tema já trabalhado à exaustão em outros tantos filmes adolescentes do gênero – é extremamente inovador, delicado e, paradoxalmente, cru.
Escapando brilhantemente do lugar-comum, a trama aborda a vida de Charlie (Logan Lerman), um rapaz profundo, problemático e introvertido que tenta sobreviver ao segundo grau. Mas sua vida de isolamento é transformada para sempre ao conhecer Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson), por quem começa a desenvolver grande afeto.
Com atuações impecáveis de um elenco bastante jovem e uma direção competente, é nas entrelinhas que a obra revela todo seu valor: faz-nos reviver a necessidade de sermos aceitos e a insegurança de crescer e experimentar coisas novas. Somos transportados aos tempos de colégio e, mesmo sendo a trama ambientada em algum lugar nos idos de 1980, a capacidade de gerar empatia e identificação é inegável.
As vantagens de ser invisível é um filme com carga dramática intensa, capaz de agradar públicos diversos, com momentos que vão da extrema delicadeza ao devastador de forma sutil e comovente. Uma excelente pedida para o feriado.